HOMO LUDDENS

GRANDE SERTÃO: VEREDAS

Posted in literatura by ! on outubro 1, 2008

 

[RIOBALDO, de Douglas Thomaz]

 

 

GRANDE SERTÃO: VEREDAS

(“O diabo na rua, no meio do redemoinho…”)

SENSACIONAL. ESTRANHO. PODEROSO.

 

Sendo um amor o impossível. Onde narra a sua vida o ex-jagunço Riobaldo. O sertão está em toda parte. Dois meninos atravessam o São Francisco numa canoa. A forca particular. O escrito que veio da matriz Itacambira. Nhorinhá, a linda, rapariga perdida no ser do sertão. Os cavalos na madrugada. Diadorim e Otacília. Seja ciúme, amor, ódio e sangues. A carne do homem que não era macaco. Na Guararavacã do Guaicuí do nunca mais. Carece de ter coragem. Carece de ter muita coragem. Rosa’uarda, moça turca. Um homem desceu o rio Paracatú, numa balsa de burití. À meia-noite, nas Veredas Mortas. O que apareceu montado na égua. O leproso trepado na árvore. Seis chefes jagunços põem outro em julgamento, na Fazenda Sempre-Verde. Episódio de Maria Mutema e do Padre Ponte. A matança dos cavalos. De como Indalécio e Antônio Dó invadem a cidade de São Francisco. A canção de Siruíz. O sofrer de dois amores. Morte de Medeiro Vaz – o rei das Gerais. O Sertão é dentro da gente. A mulher presa no sobrado. Nos campos de Tamanduá-tão: foi grande batalha.   

 

Nota: Aos leitores, e aos que escreverem sobre este livro, pede-se não revelar a sequência de seu enredo, a fim de não privarem os demais do prazer de descoberta do GRANDE SERTÃO: VEREDAS.     

 

 

[Nota inteiramente redigida por João Guimarães Rosa para anunciar Grande Sertão na orelha de um dos seus livros]

GUIMARÃES ROSA

Posted in literatura, Sertão, Uncategorized by ! on agosto 30, 2008

Capa de Poty.

“As ancas balançam, e as vagas de dorsos, das vacas e touros, batendo com as caudas, mugindo no meio, na massa embolada, com atritos de couros, estralos de guampas, estrondos e baques, e o berro queixoso do gado junqueira, de chifres imensos, com muita tristeza, saudade dos campos, querência dos pastos de lá do sertão…”

[ROSA, João Guimarães. In: Sagarana; “O burrinho pedrês”, José Olympio Editora, 1964.]